por Oswaldo Francelin Júnior
No dia 14 de outubro, os alunos das 8ªs séries “D” e “E”, acompanhados por mim e pela profª Cassiana, viajaram a São Paulo para visitar o Espaço Catavento, instalado no antigo Palácio das Indústrias.
Aproveitando a ocasião e um pouco de tempo, antes da visita agendada, puderam conhecer o entorno onde se destaca imponentemente o Mercado Municipal Paulistano e uma parte do tão poluído e canalizado rio Tamanduateí. No regresso, misturando aprendizado e diversão, uma paradinha para um sorvete no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas.
O Catavento é um grande e magnífico espaço cultural e educacional que apresenta ao público, especialmente o jovem, a ciência e os problemas sociais, de um modo atraente e participativo.
Inaugurado em março de 2009, está situado no Palácio das Indústrias, recebe uma média de 2 mil visitantes ao dia, que circulam numa área de 4.000 ms², dividida em quatro seções encadeadas: Universo (do espaço sideral à Terra), Vida (do primeiro ser vivo até o homem), Engenho (as criações do homem) e Sociedade (questões polêmicas da convivência humana).
Assim, respeitado em seu tombamento integral, o prédio retorna à sua finalidade original: exposições.
Uma Visita no Mercado Municipal
Um dos mais imponentes cartões-postais de São Paulo, o Mercado Municipal Paulistano - mais conhecido como Mercadão - é o retrato de uma época imponente da Metrópole do Café, como a cidade começou a ficar conhecida. Projetado no inicio do século XX, 1924, pelo arquiteto Francisco Ramos de Azevedo, o Mercadão veio substituir o velho mercado da rua 25 de Março.
A execução dos vitrais do Mercadão foi entregue ao artista russo Conrado Sorgenicht Filho, famoso pelo trabalho realizado na Catedral da Sé e em outras 300 igrejas brasileiras. O vidro colorido é alemão e, ao todo, são 32 painéis, subdivididos em 72 vitrais onde se pode ver o trabalho manual do colono no cultivo e colheita, a tração animal para o arado e para transporte, a paisagem, a criação de gado e de aves que comporiam o cenário para sua obra.
Em 1932, as obras do mercado foram concluídas, mas só em 25 de janeiro do ano seguinte é que ele foi finalmente aberto ao público, porque até então havia sido usado para estocar armas e munições da Revolução Constitucionalista. Relata-se, até, que alguns soldados treinavam pontaria mirando as cabeças das pinturas nos vitrais.
Com a inauguração do Mercadão, os comerciantes da região central da cidade substituíram a venda ao ar livre por boxes que até hoje são passados de pais para filhos. Com a criação do CEASA - Centro de Abastecimento de São Paulo, na década de 60, no bairro Jaguaré, o "Mercado" esteve prestes a ser demolido em 1973, porque além de perder sua importância inicial para o Ceasa, não atingia mais as normas de higiene e segurança.
Duas reformas, nos anos 70 e 80, não mudaram muita coisa, embora o próprio Conrado Sorgenicht tivesse sido chamado para restaurar seus vitrais.
Como parte do movimento pela revitalização do centro e financiamento do BID (Banco Mundial) e da Prefeitura, um novo projeto de reforma, desta vez assinado pelo arquiteto Pedro Paulo de Mello Saraiva, tornou o Mercado mais acolhedor e versátil. O prédio ganhou um piso mezanino de dois mil metros, com restaurantes típicos de várias cozinhas internacionais e seu pastel de bacalhau, além de um Mercado Gourmet, cozinha onde os visitantes do mercado poderão fazer degustação, além de frequentar cursos de culinária.
O antigo salão de Leilões do Mercado Municipal foi totalmente restaurado, tornando-se um amplo espaço destinado a exposições e eventos. No subsolo há banheiros, fraldários e vestiário, para melhor acesso de visitantes e funcionários a esses serviços.
Com 12.600m² de área construída, 1.600 funcionários, que movimentam 350 toneladas de alimentos por dia em seus 291 boxes e 14 mil visitantes, o Mercado Municipal de São Paulo é uma referência nacional pela diversidade de aromas, cores e sabores dos temperos, queijos, frutas, verduras, legumes, vinhos, chocolates, carnes, peixes encontrados nos empórios e boxes. Famoso também pelo sanduíche de mortadela o Mercado é uma visita imperdível para paulistas e turistas.