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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Visita à Bacia Hidrográfica do Rio Itaqueri e à Exposição de Ciências do CDCC em São Carlos

Os alunos da Escola Coronel visitaram, nos dias 25/08 e 01/09, a Bacia Hidrográfica do Rio Itaqueri e a Exposição de Ciências do CDCC em São Carlos. Na primeira viagem foram os alunos da 5ªsérie A, acompanhados pela professora Cibelli e Dona Maria Stein, e na segunda viagem foram os alunos da 6ªsérie F, acompanhados pelo professor Claret e pela professora Natália. 
Saímos cedo, chegamos ao CDCC às 8h, onde fomos recepcionados pelos monitores e nos encaminharam para a sala de vídeo, exibiram um vídeo e fizeram uma breve introdução sobre Bacia Hidrográfica e sobre o roteiro que visitaríamos. Ao sair do CDCC recebemos "perneiras" (assim chamadas pelos monitores, mas para nós "caneleiras"), para proteção contra galhos e possíveis encontros com animais peçonhentos. Todos a bordo do micro-ônibus amarelinho, guiado por Jesus (o morotista), começamos a viagem.

Primeira parada: Mirante (estrada que liga São Carlos ao Broa).
Dali pudemos ter uma visão ampla da Bacia, os tipos de plantações e vegetações. Neste ponto foram aferidas a temperatura e umidade relativa do ar.


Segunda parada: Sistema de captação de água do Ribeirão Feijão.
Neste ponto os monitores falaram sobre abastecimento de água de uma cidade e a importância de se tratar a água. Dali, seguimos uma pequena trilha e adentramos a mata para observarmos de perto a Mata Ciliar e Mata de Galeria. Neste ponto também anotamos a temperatura e umidade do ar, além de observarmos o tipo de vegetação, formas das árvores e folhas e composição e coloração do solo.



Terceira parada: Monocultura de Pinus.
Os alunos puderam observar de perto uma plantação de Pinus e a coleta de resina, utilizada nas indústrias de produtos de limpeza, cosméticos e gomas de mascar. Ao lado observamos a derrubada de uma área de Pinus para o plantio de um corredor ecológico, com vegetação de cerrado.




Quarta parada: Instituto Arruda Botelho
Criadouro Conservacionista do Instituto Arruda Botelho, na Fazenda São José, em Itirapina, interior de São Paulo. A fazenda possui 266 hectares de cerrado nativo voltados para a preservação e reprodução de animais em vias de extinção.


Lá todos se esbanjaram de tanto comer amoras... centenas de pés em torno dos viveiros dos animais que também gostaram de serem alimentados pelos alunos. Muitas aves, desde a comum Maitaca, as graciosas Araras, Tucanos, Papagaios, Anacãs, Mutuns e até a rara e bela Harpia, mais conhecida como Gavião Real. Também se divertiram ao alimentarem 3 Macacos-prego, além de observarem o sono de três Lobos-guará.





Voltamos todos manchados de roxo e muito entusiasmados com a visita. Mas a viagem estava apenas na metade...

Quinta parada: Mata do Cerrado
Neste ponto, o ônibus para no acostamento da estrada e todos seguem por uma trilha sinalizada para o meio da mata do cerrado. Sinceramente, senti-me em pleno Goiás!!
Ali no meio, todos se sentam, tentando procurar uma sombra e observam as diferenças ao comparar esta mata à mata ciliar. Os monitores explicam sobre a vegetação, a fauna e a formação do solo, fazendo uma demonstração com uma pedra de arenito. O professor Claret também explica sobre a vegetação, com suas cascas grossas, cobertas por líquens (uma associação entre fungos e algas).
Todos de volta ao ônibus, estávamos agora rumo ao nosso almoço.


Sexta parada: CRHEA (Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada/USP)
Este é um campus avançado da USP, onde pesquisas e estudos são desenvolvidos, à beira da Represa do Lobo, mas conhecida por Broa.


Lá nos dirigimos a um galpão para o lanche. Após um breve descanso, retormamos ao ônibus. Mas quem pensa que o roteiro havia acabado, engana-se, assim como os alunos se enganaram... todos entraram no ônibus e se sentaram para seguir viagem, quando os monitores riram e pediram para todos descerem. A ida ao ônibus era só para guardar mochilas, isopores, etc. A parada ali no CRHEA era estratégica, uma visita à Estação Climatológica, um local cheio de aparelhos utilizados para analisar o clima: tinha aparelho que media a velocidade e direção do tempo, aparelho que media a umidade relativa do ar, aparelho que verificava a intensidade dos raios solares, aparelhos que mediam a quantidade de chuva, etc... as mais diversas e interessantes engenhocas relacionadas aos estudos do clima.


Depois dessa longa jornada, caminhando sob o sol, voltamos para o ônibus, mas nosso dia ainda não acabou por aqui...

Próxima parada: CDCC (Centro de Divulgação Científica e Cultural)

No CDCC fomos separados em 2 (dois) grupos. Visitamos quatro pontos diferentes:

Espaço de Física
 Sala com algumas invenções importantes para nosso cotidiano e aparelhos que demonstram fenômenos físicos presentes na natureza: cartazes com Ílusões de Ótica, aparelhos que explicavam fenômenos eletromagnéticos, reflexos nos espelhos, o sistema de alavancas, o laser, o plasma, entre outros.





Espaço de Biologia
Lá observamos os aquários, um de água salgada, com peixes muito coloridos, e outro de água doce, com muitos peixinhos e algas, para demonstrar o controle ambiental.
também havia o viveiro das cobras, um com três jibóias, outro com uma coral escondida, que ninguém conseguiu ver, havia também o viveiro dos sapos, da tartaruga, das aranhas e, o mais interessante para mim, o viveiro dos bichos-pau - o que representava ser um monte de galhos, na verdade eram muitos, mas muitos bichinhos... de vários tamanhos...
Outro viveiro muito interessante era o das formigas... representando uma colônia inteira.





Jardim da Percepção
Do lado externo do prédio há um espaço que reproduz a vegetação 'natural da região de São Carlos: Cerrado e Mata Ciliar.




No espaço que reproduz o Cerrado, grandes painéis da fauna deste local encantaram os alunos. Também observamos diversas árvores do Cerrado, além de nos atentarmos à temperatura quente, típica desta vegetação.


Ao entrarmos no espaço da Mata Ciliar, já pudemos observar a diferença entre o clima e a umidade do ar, além de compararmos os tamanhos, a forma, as cascas e folhas das árvores. Neste espaço há um pequeno córrego com diversos peixes a um exemplar enorme de Pau-Brasil.





Espaço de Física Externo
Espaço interessante e muito divertido, no qual as pessoas interagem com as mais diversas engenhocas enquanto aprendem conceitos básicos de física (som, ondas, calor, gravidade, ótica, etc)






A Casa Maluca
Bem que o monitor que nos acompahava avisou que, quem tivesse labirintite ou se sentisse mal, poderia ficar à vontade para sair da casa. Por fora, uma casinha normal, mas quando entramos, perdemos nosso equilíbrio e o referencial de tudo, pois a parte interna da casa tinha uma inclinação de 25o graus em relação ao espaço interno. Lá observamos a queda d'água, o movimento das bolas de bilhar, que subiam ao invés de descer, uma vez que, aos nossos olhos, a mesa parecia estar inclinada na direção oposta a da casa, mas era tudo uma ilusão de ótica... elas estavam inclinadas na mesma direção, só que a mesa só estava inclinada a 5o graus.
Todos também foram testados pela força da gravidade: o desafio era sentar-se numa cadeira, com as pernas juntas e as màos nos joelhos e tentar se levantar. Conclusão: ninguém conseguiu!




Ao sairmos da Casa Maluca, ainda com tontura, interagimos com mais alguns objetos expostos do lado externos, enquanto esperávamos pelo outro grupo.



Todos reunidos, despedimo-nos do pessoal do CDCC, que por sinal são muito atenciosos e simpáticos, e entramos, novamente a bordo do amarelinho guiado por Jesus, só que agora para voltarmos para casa, com uma bagagem bem cheia de conteúdos e informações.
Para conferir todas as fotos:

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